Como está o mercado de multipropriedade imobiliária em meio à pandemia?

Como está o mercado de multipropriedade imobiliária em meio à pandemia?

Se existe uma caraterística que a pandemia não deixa dúvidas, é o fato de ser uma crise democrática. Foram poucos os setores que passaram ilesos ou pouco afetados pela paralisação da economia. 

Enquanto a hotelaria caminha a duras penas para respirar diante de tantas perdas, o mercado de multipropriedade também vive momentos de incertezas, porém, enfrentando o momento de forma mais resiliente.

No ano passado, o  VGV (Valor Geral de Vendas) para o setor chegou a R$ 24,1 bilhão, alta de 5,93% frente a 2019, de acordo com a Caio Calfat Real Estate Consulting. A empresa deve divulgar os números para 2021 apenas em junho.

Sobre os efeitos do novo coronavírus (Covid-19) no mercado, o dirigente lembra que o setor do turismo foi talvez o mais afetado pela pandemia, com fluxo turístico interrompido bruscamente. 

“A multipropriedade encontra-se bem no meio dessa tormenta. Embora seja um produto que mostrou resiliência ao se destacar bem no meio da recessão econômica de 2015 a 2017, o pós-Covid-19 trará imensos desafios para o setor”, destaca. 

Calfat enfatiza que o passo a passo do desenvolvimento da área terá de ser revisto, principalmente os fluxos de captação e vendas. 

Além disso, segundo ele, os processos de operação deverão adotar novos padrões de higienização de apartamentos e áreas comuns, bem como o próprio controle de uso dos equipamentos de lazer e convivência. 

“Ainda na ‘infância’, a multipropriedade terá de se reinventar”, acrescenta Calfat.

O que é a multipropriedade?

Trata-se de um método facilitado para aquisição de um imóvel de alto padrão, geralmente, em uma localidade turística muito desejada e com diversas facilidades financeiras. 

São exemplos de hotéis que se enquadram nesse modelo, o Residence Club at the Hard Rock Hotel Fortaleza, Residence Club at the Hard Rock Hotel Ilha do Sol e o Golden Tulip Canela.

Mas como isso é possível? Simples, através do compartilhamento. 

A grande “sacada” da multipropriedade é diminuir os elevados custos que uma pessoa teria ao adquirir um imóvel de férias. 

Essa é uma alternativa que envolve uma compra coletiva, na qual cada pessoa é detentora de uma parte da propriedade. Assim, cada um dos donos pode usar o imóvel por um tempo proporcional ao valor pago. 

Como funciona a multipropriedade?

A primeira coisa que é preciso ter em mente é: não, você não vai ter dores de cabeça e muito menos se desgastar porque o seu imóvel possui mais de um dono. 

Para conciliar os interesses de todos os integrantes de um grupo de proprietários existem as empresas gestoras de multipropriedade. 

Basicamente, são grupos formados por pessoas que possuem experiências no mercado imobiliário ou hoteleiro, e que dominam técnicas de gerenciamento de demandas que surgem nesse modelo de aquisição de imóveis de lazer. 

Em outras palavras, são essas pessoas que definem “as regras do jogo”, de forma a fazer com que todos saiam ganhando. 

Para aumentar a atratividade, é comum que os empreendimentos façam parte de complexos que envolvem parques e centros de diversão. Com isso, o proprietário tem garantia de lazer e programações para a família durante o ano inteiro.

A ideia aqui é proporcionar aos proprietários uma experiência de alto nível naquele que é o seu imóvel de férias.

As multipropriedades pós-pandemia

Como as multipropriedades fazem parte do universo do turismo, é possível entender que esse modelo de negócio também sofrerá mudanças, ou melhor, já está. 

Esse tipo de imóvel possui determinados públicos-alvo. Se um empreendimento é focado em vendas para famílias, por exemplo, então será preciso entender como essa família se comporta de agora em diante. 

Quem terá voz de decisão? Quem será a sua persona primária e a secundária a partir de agora? Mais importante que isso, o que essas pessoas almejam? 

As viagens curtas serão mais frequentes por quanto tempo? Tudo indica que elas acontecerão pelos próximos cinco anos, pelo menos. A valorização do tempo de qualidade, que já era uma forte busca pelos consumidores, agora está ainda maior. 

Os gastos fixos controlados, a elevação de padrões gastando pouco, a diminuição dos problemas e preocupações, tudo isso contará ainda mais no momento de decisão. Vou viajar? Para onde? Quanto isso vai me custar? Mais importante, qual será o preço da minha tranquilidade?

As multipropriedades ganham força, principalmente, por serem modelos que simplificam as tomadas de decisões de seus usuários. Mas para que sejam ainda mais atrativas será preciso se modernizar.

Estar três passos à frente deixa de ser necessidade e passa a ser obrigação para este segmento que, ainda tão recente, já enfrenta sua primeira crise de mercado. 

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